sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ruy Pereira morre em acidente

O secretário estadual de Educação, Ruy Pereira dos Santos, 60, morreu ontem à noite após um acidente de trânsito na BR-101, na altura do município de Igarassu, em Pernambuco, distante 28 quilômetros de Recife. Pereira se dirigia à capital pernambucana para passar o Carnaval, quando seu veículo foi atingido por um caminhão.

Chico Porto/JC ImagemCorpo do secretário ficou preso nas ferragensCorpo do secretário ficou preso nas ferragens
O acidente ocorreu por volta das 20h40, no Km 4 da rodovia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, Ruy Pereira e o motorista Francisco Canindé da Silva seguiam no sentido Natal-Recife no veículo Chevrolet Tracker, de placas NNK 5917, de Natal. O condutor teria perdido o controle do carro que foi para o lado direito da pista, subindo o meio-fio. Ao tentar retomar o controle, o veículo atravessou para a contramão sendo atingido no lado do passageiro por um caminhão que vinha em sentido contrário. Chovia na hora, o que poderia ter sido a causa do acidente.

De acordo com informações apuradas pelo repórter Edson Araújo, da TV Jornal, de Pernambuco, com o impacto, o carro ainda foi jogado para uma ribanceira. Francisco Canindé teve apenas ferimentos leves e chegou a ser socorrido para o Hospital Miguel Arraes, na cidade de Paulista, Região Metropolitana de Recife. Ruy Pereira morreu na hora. O corpo do secretário ficou preso nas ferragens e uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada ao local, juntamente com o Instituto Médico Legal para onde o corpo seria levado por volta das 23 horas.

O condutor do caminhão, Fernando Roberto Freire de Freitas, 51, que não sofreu escoriações, foi detido e levado ao posto da PRF para prestar esclarecimentos.

Pela manhã, o secretário esteve reunido com o jornalista Osni Damásio e com o ex-presidente da Fundação Capitania das Artes, Dácio Galvão, tratando da ampliação da Feira do Livro, que vinha sendo realizada em Mossoró e Caicó. A proposta de Ruy era levá-la para Santa Cruz e Nova Cruz. Na conversa ele disse que iria passar o carnaval no Recife com a mulher Ana Brito e os três filhos (o caçula faz medicina, como o pai). Mas desta vez iria de carro e não de avião, como fazia costumeiramente.

De acordo com informações colhidas pela TN, ele teria sido convocado para uma audiência, no final da tarde, com a governadora Wilma de Faria, mas o encontro foi cancelado porque a governadora estava afônica. Como prefeito de Serra Negra (1997-2000) Ruy transformou a cidade, mas comprou brigas com a oposição. Uma deles foi a desapropriação de um terreno para construção de casas populares. Apesar da administração inovadora, ele foi derrotado nas urnas por Dilvan Monteiro da Nóbrega por uma diferença de apenas sete votos. O velório será no Memorial de Medicina, no Derby. O enterro será no cemitério Parque das Flores, no Curado, em Recife, às 17h.

Administração inovadora em Serra Negra

Em maio de 2000, Ruy Pereira convidou um grupo de jornalistas para conhecer a experiência desenvolvida por ele em Serra Negra do Norte. O texto, abaixo, é o relato de algumas das programas bem sucedidos que a TN viu lá. Confira:

Do alto da parede da barragem Arapuá, o professor da cadeira de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Universidade Federal de Pernambuco contempla, com indisfarçável satisfação, o espelho de água que se perde no horizonte de um município pobre encravado no semi-árido nordestino. Ele não está ali para desenvolver pesquisas científicas. O interesse é outro, bem diferente da atividade acadêmica.

O professor em questão é o médico sanitarista Ruy Pereira dos Santos, 51 anos, ex-secretário adjunto de Saúde da Prefeitura do Recife na administração Jarbas Vasconcelos. O município administrado por ele se chama Serra Negra do Norte, no Seridó norte-rio-grandense, na divisa com a Paraíba.

Arapuá é a quarta de um complexo de nove barragens construídas por Ruy no leito seco do rio Espinharas, afluente do Piranhas, o principal rio do Rio Grande do Norte, responsável pelo abastecimento da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório de água do Nordeste.

Pergunta óbvia: o que levaria um professor universitário a trocar o conforto da sala de aula pela prefeitura de um município pobre, rodeado de problemas, cuja arrecadação se resume ao Fundo de Participação, de R$ 75 mil mensais? “Mostrar que é possível, trabalhando com seriedade e competência, mudar este país. Que é possível para as comunidades, mesmo pobres, traçarem seu próprio destino”, diz ele, citando uma frase do ex-arcebispo de Recife e Olinda. “Dom Hélder gostava de dizer que o Brasil está cheio de gente de boa vontade à espera de quem os aglutine. É isso que estamos tentando fazer.”

As mudanças em Serra Negra surpreenderam até mesmo a oposição que ironizava as promessas de campanha, tão absurdas pareciam. Usina de reciclagem de lixo? Esgoto? Atendimento médico em todas as comunidades? Água para abastecer a cidade e ainda ser usada na irrigação? O complexo de barragens sucessivas (a décima será construída ainda este ano) acumula 12 milhões de metros cúbicos em 30 quilômetros de extensão no sentido oeste/leste e tem como objetivo principal a fixação do homem no campo.

Em três anos e meio, a administração municipal fez mais do que o candidato havia prometido nos palanques. A usina de reciclagem de lixo começou a funcionar no início deste mês e é auto-sustentável. A rede de esgotamento sanitário cobre 48% da cidade, e as casas para famílias carentes estão sendo construídas. “Preparamos a infra-estrutura básica. Agora vem o mais importante: a ampliação dos programas de geração de renda”, lembra.

Analfabetismo

O fato de exercer a profissão de médico e o cargo de professor universitário, e ainda ter presidido a Casa do Estudante de Caicó nos anos 60, ajudou o prefeito a definir a política de combate ao analfabetismo no município. Em Serra Negra, todas os programas sociais e as ações na área de saúde são vinculadas à escola. Os estudantes têm prioridade no atendimento. A meta da Secretaria Municipal de Educação é reduzir o analfabetismo para 10% nos próximos anos.

Apesar de estar localizada em uma região famosa pela excelência do ensino público nos anos que antecederam ao golpe militar de 64, a taxa de analfabetismo em Serra Negra era altíssima. De acordo com levantamento do Ipea, feito com base nos dados do IBGE a pedido do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em 1970 o analfabetismo atingia 69,2% da população com mais de 15 anos de idade, índice que caiu para 53% em 1980 e para 48,5% em 1991.

Influenciado por uma experiência surgida na França nos anos 30 e implementada com sucesso pelo ex-presidente François Mitterrand, Ruy Pereira criou a Casa Familiar Rural para os filhos de agricultores que não têm condições financeiras ou não querem sair de perto da família para complementar os estudos em centros maiores.

O método aplicado é conhecido como “pedagogia da alternância”, ou seja, o ensino acadêmico alternado com técnicas agrícolas e agropecuárias. “Com isso, estamos estimulando a modernização da agricultura, uma vez que a escola ensina a trocar as ultrapassadas práticas agrícolas por novos métodos de produção”, enfatiza Ruy. Os alunos moram na escola, onde aprendem, também, a lidar com informática.

Prioridade é o combate ao analfabetismo

O paraibano Ruy Pereira da Silva, 60 anos, era médico sanitarista (formado em Recife, PE). Chegou ao governo da professora Wilma de Faria em 2005 para ser o titular da Secretaria Estadual de Saúde. Em 2006, disputou como suplente pelo PT, o Senado Federal (companheiro do ex-senador Fernando Bezerra). Depois da eleição, voltou ao Governo do Estado como Secretário de Assuntos Institucionais e em seguida (junho de 2008) assumiu a Secretaria Estadual de Educação.

Antes de fazer parte da equipe de auxiliares do Governo do Estado, Ruy Pereira trabalhou como assessor especial do Ministério da Saúde. Pereira também já havia sido candidato ao Governo do Estado, em 2002, pelo PT.

Antes disso, em 1992, foi vereador de Serra Negra do Norte (RN), sendo eleito prefeito desta mesma cidade quatro anos depois. Derrotado nas eleições de 2000, ocupou a prefeitura do município novamente durante alguns meses de 2003, devido à decisão do TSE.

A governadora Wilma de Faria recebeu a notícia em sua residência. Bastante emocionada, ela cancelou a agenda dos próximos dias. Ontem, por volta das 23 horas, a governadora postou no twitter: “Chocada com a morte do amigo Ruy Pereira. Ainda não absorvi o impacto desta trágica notícia. Eu não consigo acreditar.” Wilma de Faria considerava Ruy Pereira não só um importante e leal auxiliar, mas um grande amigo.

A deputada Fátima Bezerra lamentou a morte do companheiro de partido. “Ainda nesta quarta-feira, conversei bastante com Ruy Pereira sobre as perspectivas da educação para 2010.”

Ontem à tarde, Ruy entregou todos os projetos e o planejamento da Secretaria de Educação para 2010. Os documentos foram repassados para o vice-governador Iberê Ferreira de Souza, que assumirá o Executivo a partir do mês de abril. No planejamento para este ano, o secretário demonstra grandes preocupações com o analfabetismo.

O secretário de Comunicação, Rubens Lemos Filho também se manifestou sobre a morte de Ruy no Twitter: “Desde a morte do meu pai, nunca tive um dia tão ruim. Perdi um tio-avô querido e um companheiro de equipe como Ruy Pereira. Ruy e Tio Derval não serão sepultados. Serão plantados. Deles, nascerão frutos de integridade. O meu 11 de setembro foi 11 de fevereiro.”

Ruy Pereira era irmão do prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado e do ex-vereador de Natal, Fernando Lucena. Muito abalado, Jaime não quis falar com a imprensa ontem.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A POLÍTICA E OS POLÍTICOS
A política partidária é um instrumento democrático de direito a qual o cidadão a utiliza como meio para expressar suas idéias. Bem como: alçar vôos mais altos em cargos e funções, ocupar poder e com isto ter a oportunidade de servir a nação, ao seu povo. É nela, que a manifestação do pensamento é colocada com mais intensidade e posta em prática no exercício de seu espaço de poder ou mandato eletivo. E isso é essencial para a observação do indivíduo sobre o que ocorre ao redor de si e dos outros, exige conhecimento para que se tenha êxito na caminhada político-partidária e dessa forma, neste tabuleiro, logo os personagens são peças principais no jogo político. Há os que especulam, maculam, jogam “verdes para colherem maduras”!Há os que desejam e enfeitam o bolo de certa forma que expressam até sua vocação artística. Há os que exercem o pula-pula, os fieis e infiéis aos partidos, aos grupos políticos, as coligações, os que patinam no meio do tabuleiro delirando e os que realmente assumem posturas corretas primando à corrente política determinada pelos partidos de olho no tabuleiro e no universo popular, nos espaços futuros e na amplitude de suas bases eleitorais e a efervescência do que ocorre no presente. E a gente fica entre o certo e o errado e até em meio termo de forma analítica, mas que no fundo no fundo, entende-se que às vezes tudo isto se torna necessário, outras vezes não. Por conveniências ou não, querendo ou não querendo, mas a política e os políticos se entendem, afinal ela é arma criada pelos políticos para organizar os grupos de forma ideológica ou não. E puxando para nossa sardinha a gente fica escutando de vez em quando as fofocas que também são muitas, como se fosse novidade que o Ex-Prefeito Joãozinho, está se preparando para rachar o nosso sistema nas próximas eleições de 2012. Pura fofoca. Só pelo fato de o mesmo apoiar a candidatura do atual Vice-Governador Iberê Ferreira de Souza para o Governo do Estado em 2010? E Novinho apoiar a Senadora Rosalba Ciarlini? Mas quem conhece de política partidária e vem acompanhando, sabe que Joãozinho em pelo menos duas campanhas vinha apoiando Iberê para Deputado Federal e só não o acompanhou na nova empreitada como Vice de Vilma porque o seu partido o PMDB, tinha candidato próprio na última eleição. Ele é um homem de partido, fiel escudeiro do PMDB, amante da amizade contínua e mesmo assim não seria novidade nos dias atuais. E por falar em apoio a candidatos diferentes, quem não se lembra como foram os apoios na última eleição? Joãozinho com Henrique para Deputado Federal e Neto Correia para Deputado Estadual. Novinho com Felipe Maia e Zé Adécio e nem por isso racharam o sistema. Vontade até que houve de muitos, mas o resultado dois anos após, Novinho foi eleito Prefeito de Cerro Corá com o apoio irrestrito de Joãozinho. Porque agora essa avaliação que muitos fazem descabidamente? Será ansiedade? Desejo? Inveja? Medo? a procura de um jeitinho brasileiro para se consolarem ou consolar os outros? O desejo é forte. A força, os motivos para tal caminho é inoperante. A ilusão de setores da oposição apostando no racha do nosso sistema é o único caminho que me parece contemplá-los para a esperança não morrer. Entendo que Joãozinho inteligente como ele é. Responsável por dar uma nova direção administrativa e de desenvolvimento ao nosso município, com seu sucessor fazendo o dever de casa como está. E ainda sem nenhuma dificuldade de entendimento político com o atual Prefeito, não há a menor dúvida de que nosso sistema político mais uma vez marchará unido em 2012 com os Democratas e o PMDB compondo de novo uma nova chapa e com todos os partidos que dão sustentação a esta gestão juntos para o bem de nossa terra. Esses motivos mirabolantes criados pelos que almejam o poder são importantes dentro do processo do processo democrático. Mas a meu ver não passam de alucinações políticas para enfeitar o bolo já quase desbotado de tantos fatos que apenas sacodem conversas fora e põem ouvidos em uso para não perder o ritmo. É importante ressaltar, que nada é impossível na política, pois a dinâmica dela é como nuvens que de repente preparam o tempo e jorram água no tabuleiro eleitoral e ainda está muito longe desta discussão, tendo em vista que o atual Prefeito haverá de fazer um teste como universitário na política em 2010, com a eleição Para Presidente da República, Governador, Senador, Deputado Federal e Estadual, onde cada partido com assento na Câmara Municipal com exceção do PSB que tem dois, os demais tem um vereador ou vereadora cada (PV, PMN, PSDB, PMDB, DEM, PHS, PPS). Onde o Prefeito hoje conta com o apoio sistemático da maioria dos Vereadores e cada 1 pertence a partidos diferentes. É uma engenhoca difícil de administrar porque cada partido terá uma coligação a ser seguida e carecem de respeito de ambas as partes para que não haja racha sem necessidade. Pois o racha é sinal de grupo mal conduzido e o não racha é sinal de jogo de cintura, de administração competente por parte daqueles que vivem e dependem do grupo para se sustentar ou sustentar o sistema no poder. Depende essencialmente da capacidade de articulação do líder ou dos líderes.
Formatar um grupo político esquizofrenicamente hoje como estão desenhando é suicídio, é despreparo dentro do jogo político, é flacidez de um destino marcado pelo ódio ou pelo medo. Precipitado pelos atos, condenado pela seqüência eloqüente e predestinada da obcecação de objetivos centrados em um caminho sem volta. Creio, portanto, que nosso Prefeito Novinho com a experiência que tem, saberá definir o melhor caminho para desvendar no tabuleiro da vida política uma abertura que entre mortos e feridos todos saiam são e salvo desta guerra do voto em 2010, sem maiores traumas e sem dificuldades de entendimento, sem perseguição e sem facas nos peitos como desejam a oposição de tantos correligionários sistemáticos que preferem manter-se ao seu lado em 2012.
O figurino de 2012 será reflexo do que acontecer agora em 2010. Em outros carnavais já assistimos esse tipo de filme que todos produziram, assistiram e faturaram o resultado sem que houvesse necessidade de rompimento político e sem que houvesse dificuldades de entendimento. É jogo que apenas o bom jogador sabe o caminho das pedras para consolidar o espaço que cada um tem e pode ter no decorrer da vida pública.
Adevaldo da Silva Oliveira
Autor

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Seridoense Dom Eugênio Sales protesta contra programa de Lula

* Não podemos aceitar que o legítimo direito humano, já reconhecido na Declaração de 1948, de liberdade religiosa em todos os niveis, inclusive o público, possa ser cerceado pela imposição ideológica que pretende reduzir a manifestação religiosa a um âmbito exclusivamente privado.

* Há propostas que banalizam a vida, descaracterizam a instituição familiar do matrimônio, cerceiam a liberdade de expressão na imprensa, reduzem as garantias jurídicas da propriedade privada, limitam o exercício do poder judiciário, como ainda correm o perigo de reacendar conflitos sociais já pacificados com a lei da anistia. Estas propostas constituem, portanto, ameaça à própria paz social.

Os trechos acima fazem parte do manifesto assinado por 68 religiosos – entre eles o arcebispo emérito do Rio de Janeiro, cardeal Eugenio Sales, e o atual arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta – com duras críticas ao III Programa Nacional de Direitos Humanos – sim, aquele que Lula disse ter avalizado sem ler.

O manifesto foi postado no site da Arquidiocese do Rio. Segue a íntegra.

“Nós abaixo-assinados, impelidos por nosso dever pastoral como Bispos católicos, provenientes de várias regiões do País, reunidos em um encontro de atualização pastoral – prosseguindo a tradição profética da Igreja Católica no Brasil que, nos momentos mais significativos da história de nosso País, sempre se manifestou em favor da democracia, dos legítimos direitos humanos e do bem comum da sociedade, em continuidade com a Declaração da CNBB do dia 15 de Janeiro de 2010 e com a Nota da Comissão Episcopal de Pastoral para a Vida e a Família e em consonância com os pareceres emitidos por diversos segmentos da sociedade brasileira feridos pelo III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), assinado pelo Preside nte da República no dia 21 de dezembro de 2009 – nos vemos no dever de manifestar publicamente nossa rejeição a determinados pontos deste Programa.

Diz a referida Declaração: “A CNBB reafirma sua posição muitas vezes manifestada em defesa da vida e da família e contrária à discriminalização do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homo-afetivos. Rejeita, também, a criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, pois considera que tal medida intolerante, pretende ignorar nossas raízes históricas”.

Não podemos aceitar que o legítimo direito humano, já reconhecido na Declaração de 1948, de liberdade religiosa em todos os níveis, inclusive o público, possa ser cerceado pela imposição ideológica que pretende reduzir a manifestação religiosa a um âmbito exclusivamente privado. Os símbolos religiosos expressam a alma do povo brasileiro e são manifestação das raízes históricas cristãs que ninguém tem o direito de cancelar.

Há propostas que banalizam a vida, descaracterizam a instituição familiar do matrimônio, cerceiam a liberdade de expressão na imprensa, reduzem as garantias jurídicas da propriedade privada, limitam o exercício do poder judiciário, como ainda correm o perigo de reacendar conflitos sociais já pacificados com a lei da anistia. Estas propostas constituem, portanto, ameaça à própria paz social.

Fazemos nossas as palavras do Cardeal Dom Geraldo Majela Agnelo, Primaz do Brasil, referidas à proposta de discriminalização do aborto, mas extensivas aos demais aspectos negativos do programa. O PNHD 3 “pretende fazer passar como direito universal a vontade de uma minoria, já que a maioria da população brasileira manifestou explicitamente sua vontade contrária. Fazer aprovar por decreto o que já foi rechaçado repetidas vezes por orgãos legitimos traz à tona métodos autoritários, dos quais com muito sacrifício nos libertamos ao restabelecer a democracia no Brasil na década de 80”.

“Firmes na esperança, pacientes na tribulação, constantes na oração” (Rm 12, 12), confiamos a Deus, Senhor supremo da Vida e da História, os rumos de nossa Pátria brasileira.”

Dom Eugênio Sales é natural de Acari. É irmão do ex-bispo de Caicó Dom Heitor de Araújo Sales.

Rosalba sugere Plano Nacional do Turismo para a Copa 2014 e Olimpíadas de 2016

A senadora Rosalba Ciarlini (DEM) propôs na Comissão de Infraestrutura (CI), nesta quinta-feira (4), a elaboração de um Plano Nacional de Desenvolvimento do Turismo para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. “Não só as cidades-sedes devem estar preparadas, mas todos os Estados”, frisa a parlamentar, acrescentando que a infraestrutura a ser instalada para os dois eventos deve ser marco para a exploração permanente do turismo brasileiro.

Usando Natal como exemplo, a senadora disse que as cidades onde serão realizadas as competições devem ter boa rede hoteleira e hospitalar, além de outros equipamentos que possam dar segurança aos visitantes e a população. “O Hospital Walfredo Gurgel já vive com macas nos corredores e não suportará uma demanda maior”, citou Rosalba, reclamando dos cortes que deverão ser feitos em sua emenda de bancada destinando recursos para três hospitais universitários de Natal. “Por indicação minha os hospitais universitários deveriam receber R$ 64 milhões e estou sabendo que com o corte, nossa emenda deve ficar em apenas R$ 5 milhões”. Para a senadora, esses hospitais já serviriam de suporte para o período da Copa, além de ofertar atendimento digno à população de todo o RN, que busca na capital serviço de qualidade.

Outra reclamação feita por Rosalba foi sobre o aeroporto de São Gonçalo. Segundo ela, as obras se arrastam há 10 anos e não existe perspectiva de conclusão. “Como estaremos preparados par a copa se essas infraestruturas que são fundamentais não são concluídas?”, questionou Rosalba, fazendo um apelo à Comissão para que os entraves sejam superados.

Defendendo celeridade para todos os projetos de infratestrutura e turismo, a senadora disse esperar que na audiência pública sobre esse tema na Comissão de Infraestrutura, o governo possa esclarecer qual o tamanho do investimento, origem dos recursos e todos os projetos para a Copa e Olimpíadas. A audiência será dia 15 de março.

Rosalba comemora promulgação da PEC do piso salarial dos Agentes de Saúde

“Essa foi uma grande conquista, mas a luta tem que continuar”. A afirmação foi feita pela senadora Rosalba Ciarlini logo depois da promulgação pelo Congresso Nacional da Proposta de Emenda à Constituição que dispõe sobre o piso salarial profissional nacional e diretrizes para os Planos de Carreira de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE). A parlamentar lembrou que falta a aprovação de Lei federal para regulamentar o piso.

Na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), Rosalba foi relatora e deu parecer favorável ao projeto de autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), que fixa o piso salarial em R$ 930,00. O projeto determina que Estados, Municípios e Distrito federal deverão elaborar ou adequar planos de carreira dos agentes e o piso salarial será reajustado todos os anos, no mês de janeiro.

A senadora destacou, ainda, que os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias atuam diretamente nas populações mais carentes, ressaltando a necessidade de se evitar a competição entre profissionais nas diferentes regiões do país, com a isonomia de salários. “Essa PEC abre caminho para o projeto que aprovamos em decisão terminativa na CAS”, reforça a senadora, que também celebrou a promulgação da emenda constitucional que inclui a alimentação nos direitos sociais estabelecidos pela Constituição. Na opinião de Rosalba, as duas emendas são de relevante alcance social.

Rosalba foi convidada pelo presidente do Congresso, José Sarney, a compor a mesa ao lado do presidente da Câmara Michel Temmer e de outros senadores e deputados federais na sessão desta quinta-feira.

Resultado da convenção do PMDB fortalece grupo Sarnezista

Venceu o grupo do ex-presidente e atual Presidente do Senado José Sarney que ao lado do Senador, Renan Calheiros, e Michel Temer comamdam o Partido do PMDB no Congresso Nacional e no País.
Eleito primeiro vice-presidente do partido, na convenção de hoje que reelegeu o presidente Michel Temer, o senador Valdir Raupp está na agulha para assumir o cargo.
Basta que vingue mesmo a indicação de Temer para ser o vice da presidenciável Dilma Rousseff.
Na disputa pela primeira vice, o senador Romero Jucá ficou com a segunda vice.
*
Na convenção deste sábado, 570 filiados tinham direito a voto na escolha do diretório nacional, tendo alguns filiados direito a mais de um voto, podendo o pleito ter o máximo de 797 votos.
Terminada a contagem de votos, a chapa Temer-Raupp obteve 591 votos SIM, 2 nulos e 4 em branco.
*
Do Rio Grande do Norte, além do deputado-líder Henrique Alves, participaram da convenção os deputados estaduais Walter Alves, Poti Júnior e Nelter Queiroz.
O presidente do Dnocs, Elias Fernandes, levou o filho candidato Gustavo Fernandes.
Foto: Antônio Cruz/Abr

No lado direito da foto, de verde claro, o deputado Henrique Alves, colado no ministro Geddel Vieira

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

VEREADORA GRAÇA PARTICIPA DA 5a SESSÃO EXTRAÓRDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL!

Aconteceu ontem às 19h uma sessão extraódinária cuja pauta foi apresentação e votação dos Projetos de Lei nº 001/2010 que trata do reajuste do valor dos salários dos servidores públicos municipais de Cerro Corá/RN e Projeto de Lei nº 002/2010 que trata da atualização do salário base de servidores do magistério público municipal de Cerro Corá/RN.Compareceram a sessão a Vereadora Graça, Ronaldo Vilar (presidente), Evilásio, Dé, Edvaldo, Clidenor, Rubéns Pereira, Aldim e Edvaldo todos votaram pela aprovação dos projetos.

Os 14 professores que não tinham sidos beneficiados em virtude do salário ultrapassar o piso Nacional, agora recebe 5% a mais, confira os beneficiados:
01= ANTÔNIA ALDENORA DE MELO
02= ELZA ARAÚJO ALBINO
03= FRANCISCA DE ASSIS DE MEDEIROS
04= FRANCISCO ANTONIO DA CRUZ
05= GERALDA BORGES DA SILVA FERREIRA
06= JOSEFA MARIA AVELINO MEDEIROS
07= MARIA DALVA AVELINO DOS SANTOS
08= MARIA DAS GRAÇAS DE LIRA SANTOS
09= MARIA DO CARMO BORGES
10= MARIA EUGÊNIA DE SOUZA
11= MARIA FERREIRA DA SILVA
12= MARIA LUZINETE SILVA DE OLIVEIRA
13= MARIA BATISTA SOARES
14= VALDETE DANTAS DE ARAÚJO

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

PREFEITURA MUNICIPAL DE CERRO CORÁ REALIZA 4ª CONFERÊNCIA DA CIDADE

O município de Cerro Corá realizou nesta Sexta-Feira, 29 a 4ª Conferência Municipal da Cidade, presidida pelo o Prefeito Novinho e coordenada pelo Secretário de Administração e gabinete Adevaldo da Silva Oliveira, pelo conselho da Cidade e pela Comissão organizadora do evento.

o evento foi bastante concorrido e contou com presenças marcantes de todos os setores da sociedade, além dos Secretários da Saúde, Jailmar Jargas, do Secretário de Agricultura Meio Ambiente e Turismo, Santos, do Secretário de Transporte e Obras Públicas Joel Avelino, da Secretária Interina da Educação Raimunda Severiano, da Secretária do Trabalho, Habitação e Assistência Social, Maria Amália e dos Vereadores, Antonio Ronaldo Vilar de Araújo, Evilásio Medeiros, Aldin e da Vereadora Graça.

Este evento foi e é fundamental para o processo de desenvolvimento de nosso Município, onde a população opina a cerca do que se pode e deve fazer pelo, colocando suas propostas para discussão dos participantes e consequentimente encaminhando-as para serem apreciadas e discutidas pela Conferência Estadual. no final do evento, foram eleitos 3 delegados para participar da Conferência Estadual: Luiz Suetônio de Oliveira Titular e Francisco Cleudson da Costa Suplente e dos demais segmentos foram Eleitos: Antonio Carlos Cabral de Araújo e Luiz Tito Sobrinho como Titular e Mariana Leonira da Silva e Jeová como Suplentes.

A 4ª Conferência das Cidades teve a seguinte Programação:


PROGRAMAÇÃO


8:00h CREDENCIAMENTO;

8:30h ABERTURA OFICIAL PELO PREFEITO NOVINHO;

9:00h LEITURA E APROVAÇÃO DO REGIMENTO;

9:30h AVALIAÇÃO DA 3ª CONFERÊNCIA DA CIDADE (LUIZ SUETÔNIO);

10:00h LANCHE;

10,20h PALESTRA COM AVANI MATIAS da FEMURN RELACIONADA AO

TEMA: "Cidades para Todos e Todas com Gestão Democrática, Paricipativa e Controle Social"

LEMA: " Avanços, Dificuldades e Desafios na Implementação da Política de Desenvolvimento Urbano".

11:40h INICIAR TRABALHO NOS GRUPOS;

12:20h APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS;

13:00h ALMOÇO E ENCERRAMENTO.

O PROCESSO DE REALIZAÇÃO DA 4ª CONFERÊNCIA DA CIDADE

Foi dado o início ao processo de realização da 4ª Conferência Municipal da Cidade. Esta Conferência é um importante espaço de democrático e de diálogo entre o governo municipal e a sociedade civil, para discutir a implantação da política urbana para todo o Município, com o objetivo de onstruir uma cidade mais justa, democrática e sustentável. Aqui, o cidadão terá contato com as principais informações necessárias á realização desta Conferência, aos temas tratados aqui.

O grande desafio: Identificar os avanços e resultados das Conferências anteriores e quais as questões centrais em torno dos problemas e dificuldades na implementação da Política nacional de Desenvolvimento Urbano - PNDU. Além disso, propõe-se também a reflexão acerca da integração das políticas setoriais e sua relação com a participação democráticca, das questões realtivas aos conflitos fundiários urbanos, do Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano e, notadamente, da criação e consolidação dos Conselhos Estaduais e Municipais das Cidades, buscando a discussão sobre as especificidades de cada gestão.

O DEBATE ESTÁ ESTRUTURADO A PARTIR DE QUATRO EIXOS TEMÁTICOS :

1 - Criação e implementação de Conselhos das Cidades, planos, fundos e seus Conselhos Gestores nos níveis Federal, Estadual e Municipal, (COORDENÇÃO: IVONISE OU ADEVALDO);

2 - Aplicação do Estatuto da Cidade e dos planos diretores e a efetivação da função social da propriedade e do solo urbano, (COORDENAÇÃO: LUIZ SUETÔNIO);

3 - A integração da política urbana no território: política Fundiária, mobilidade e acessibilidade urbana, habitação, saneamento, (COORDENAÇÃO : SANTOS); e

4 - Relação entre os programas governamentais - Como PAC e Minha Casa, Minha Vida e a Política de Desenvolvimento Urbano, (COORDENAÇÃO: CLEUDSON).

Deputado federal Felipe Maia analisa 2009 e comenta expectativas para 2010

Em 2009, a Câmara dos Deputados aprovou 229 proposições, a maior votação da década. Isso se deve, principalmente, à redução do número de medidas provisórias (MP) editadas pelo Poder Executivo. No entanto, apesar de as MPs terem trancado a pauta de votações 50% a menos em relação a outros anos, este ainda foi o maior entrave para o andamento dos trabalhos em plenário.

Entre as matérias mais importantes aprovadas pelos deputados estão a Desvinculação de Receitas da União (DRU) destinada à Educação, o piso salarial de R$ 950 para professores, a reforma eleitoral, a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, a aprovação do crédito extraordinário de R$ 300 milhões para socorrer os municípios atingidos pelas fortes chuvas e o ato médico.

As propostas apresentadas pelo deputado Felipe Maia (DEM), em 2009, foram voltadas, principalmente, para a saúde e a educação. De acordo com o parlamentar, as iniciativas voltadas para essas áreas surgiram da necessidade de se aprimorar as escolas e o atendimento hospitalar em todo o país.

“Dentre os vários projetos que propus, destaco o projeto que altera o Código Tributário Nacional, autorizando a prestação de serviços médicos em benefício de populações de baixa renda como forma de extinção do crédito tributário, o PL que amplia o Programa Universidade para Todos (Prouni) para conceder bolsa de estudos a alunos egressos de instituições educacionais beneficentes de assistência social e ainda o projeto de lei que estende os benefícios do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e do Prouni para cursos superiores à distância. Em 2009 me dediquei em apresentar projetos voltados para os dois setores essenciais para garantir o bem-estar social: a saúde e a educação”, explicou.

Emendas parlamentares

O ano de 2009 registrou uma grande quantidade de emendas parlamentares empenhadas, entre elas, algumas do deputado Felipe Maia. “Tenho trabalhado para que as minhas emendas sejam liberadas o quanto antes. O meu esforço pode ser visto na média de empenhos que se mostra superior, inclusive, entre os parlamentares da base governista em diferentes estados”, destacou. De acordo com o parlamentar, o próximo passo é aguardar que o governo federal repasse os valores às instituições e prefeituras beneficiadas.

Votações em 2010

Para 2010, a expectativa é que a Câmara dos Deputados aprove as matérias do sistema de partilha para exploração, capitalização e fundo social do pré-sal, os projetos do fator previdenciário, a proposta da ficha limpa e o reajuste dos policiais militares e bombeiros (PEC 300).

Empate técnico entre Serra e Dilma, mostra pesquisa

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a pré-candidata do PT Dilma Rousseff, aparecem tecnicamente empatados na centésima pesquisa de intenções de votos do Instituto Sensus, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada nesta segunda-feira.

VEJA

A diferença entre os candidatos está em 5,4% - dentro dos 3% da margem de erro, e praticamente a metade dos 10,1% de diferença que separavam os dois na última pesquisa CNT/Sensus, realizada em novembro.

Serra ainda lidera as pesquisas. O tucano aparece com 33,2% das intenções de votos, ante os 31,8% verificados no levantamento anterior. Dilma teve um crescimento maior, de 21,7% para 27,8%. Neste primeiro cenário, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) perdeu terreno, passando de 17,5% para 11,9%. Já a senadora Marina Silva (PV-AC) tem agora 6,8%, ante 5,9% na sondagem anterior.

Em um segundo quadro eleitoral, com Ciro fora da disputa, Serra cresce 0,2 pontos percentuais, e vai para 40,7%, e Dilma sobe para 28,5%. Marina também cresce, de 8,1% para 9,5%. Brancos e nulos caíram de 13,8% para 11,4%.

Segundo turno - Na simulação para um eventual segundo turno, a diferença entre Serra e Dilma cai de 18,6% para 6,9%. Serra tem 44% contra Dilma, com 37,1%. Em novembro de 2009 os números eram 46,8% e 28,2%, respectivamente. Nos outros dois cenários, Ciro Gomes perde tanto para Serra (47,6% a 26,7%) como para Dilma (43,3% a 31%).

Para o técnico da Sensus, Ricardo Guedes, os dados da pesquisa mostram que Dilma "parece começar a extrapolar o limite de transferência de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva". Ele explicou que o potencial de transferência do presidente é de aproximadamente 20%, mas Dilma já está superando esse patamar. "Ela caminha para a consolidação de sua candidatura."

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 25 a 29 de janeiro com 2.000 entrevistados em 136 municípios. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Prefeituras receberam somente agora o repasse das diferenças negativas do FPM de 2009

A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou a estimativa dos valores da quinta parcela do Apoio Financeiro aos Municípios (AFM). O repasse foi creditado aos Municípios nesta quinta-feira (28) e corresponde às diferenças negativas nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), no exercício de 2009 em relação a 2008, acumuladas até o mês de dezembro. Caicó foi o único município do Seridó que ficou de fora. Confira quanto sua cidade recebeu:


Acari - R$ 51.245,87
Bodó- R$ 38.434,42
Carnaúba dos Dantas- R$ 38.434,42
Cerro Corá - R$ 51.245,87
Cruzeta - R$ 38.434,42
Currais Novos - 115.303,28
Equador - R$ 38.434,42
Florânia - R$ 38.434,42
Ipueira - R$ 38.434,42
Jardim de Piranhas - R$ 64.057,37
Jardim do Seridó - R$ 51.245,87
Jucurutu - R$ 76.868,84
Lagoa Nova - R$ R$ 51.245,87
Ouro Branco - - R$ 38.434,42
Parelhas - R$ 76.868,84
Santana do Seridó - R$ 38.434,42
São Fernando - R$ 38.434,42
São João do Sabugi - R$ 38.434,42
São José do Seridó - R$ 38.434,42
São Vicente - R$ 38.434,42
Serra Negra do Norte - R$ 38.434,42
Tenente Laurentino Cruz - R$ 38.434,42
Timbaúba dos Batistas - R$ 38.434,42

Robinson Faria: ‘Minha candidatura a vice de Rosalba Ciarlini é irreversível’

Aldemar Freire e Anna Ruth Dantas Editoria de Política

O deputado estadual Robinson Faria, presidente da Assembleia Legislativa e do PMN, anuncia oficialmente que será o candidato a vice-governador na chapa da senadora Rosalba Ciarlini (DEM). Nesta entrevista exclusiva a TRIBUNA DO NORTE, o presidente da Assembleia Legislativa confirma o rompimento com a governadora Wilma de Faria e afirma que a alternativa de ser vice na chapa da oposição não é uma vingança contra a chefe do Executivo, mas uma interpretação do “sentimento das bases”. “Estou tomando uma decisão por convicção, não é por vingança. Eu sou um político que tenho percepção e tradição de ouvir o sentimento das pessoas”, destaca.

Emanuel Amaral‘Minha candidatura  a vice de Rosalba Ciarlini é irreversível’‘Minha candidatura a vice de Rosalba Ciarlini é irreversível’
Durante uma hora, ele falou do projeto de ser candidato a governador, das decepções com a governadora e fez algumas revelações sobre fatos políticos. O deputado do PMN afirmou que a então candidata à reeleição Wilma de Faria, em 2006, colocou resistência ao nome de Iberê Ferreira para ser vice na chapa.

“Ela (Wilma de Faria) não queria Iberê. Lembro-me que quando sugeri Iberê ela resistiu. Iberê estava desmotivado para ser candidato a deputado federal, portanto, não foi demonstração de heroísmo ele aceitar o convite”, disse o deputado do PMN.

Sobre o deputado federal João Maia, presidente estadual do PR e hoje aliado de Iberê Ferreira, Robinson Faria afirmou que ele era o principal incentivador para romper com o governo Wilma, a quem considerava “muito desgastado”.

“Ele (João Maia) dizia que não queria ficar no governo, que esse era um governo desgastado, que não tinha nenhuma simpatia pelo projeto do candidato apoiado por Wilma”, disse o deputado. Robinson Faria evitou usar o termo traição ao avaliar o fato da governadora ter alimentado o projeto político dele e depois declarado apoio a Iberê Ferreira, mas disse que se considera “injustiçado” e deixa o julgamento para a opinião pública. Ele ressaltou que não se sente “devedor desse governo”. Para Robinson Faria, sua posição é de “credor” da atual administração. Sobre os cargos que indicou para a gestão estadual, o líder do PMN destacou: “Esses cargos sempre foram dela”. “Para demitir Jáder Torres (ex-diretor do DER) ela (a governadora) não combinou comigo. Ele foi demitido por uma mensagem de telefone. Se ela não combinou para demitir Jáder também não precisa combinar para demitir os demais”, frisou.

A seguir os principais trechos da entrevista concedida por Robinson Faria a TRIBUNA DO NORTE.

O senhor é candidato a vice-governador na chapa da senadora Rosalba Ciarlini?
Eu recebi o convite há vários meses do senador José Agripino Maia e, posteriormente, do casal, Rosalba e Carlos Augusto Rosado, testemunhado pelos deputados estaduais do DEM, que estavam presentes na conversa, e pelo deputado Raimundo Fernandes (PMN). Na época, eu ainda era pré-candidato a governador. Foi quando houve o episódio do nascimento dos meus filhos precoces (que ficaram internados por dois meses) e parei toda minha vida política de pré-candidato. Não dei resposta a esse convite. Disse. à senadora, que continuava candidato e iria pensar no assunto. Durante dois meses que fiquei no hospital com meus filhos, eles (senadora Rosalba Ciarlini e o senador José Agripino) me visitaram e perguntaram se eu já tinha resposta. Disse novamente que ainda não havia decidido. Quando retornei à minha vida normal (com a alta hospitalar dos filhos gêmeos) eu procurei o deputado federal João Maia, que tinha um acordo comigo de formar aliança para lançar um candidato, que poderia ser eu ou ele. Seria quem estivesse melhor nas pesquisas. Essa seria uma candidatura que se lançaria como via independente. Foi João Maia quem tinha me feito esse convite. Eu nunca cobrei dele para me apoiar. Era ele (João Maia) quem me incentivava à formação dessa aliança. Inclusive, algumas horas antes de um jantar em Brasília, da Unidade Potiguar com Wilma de Faria e Iberê Ferreira, João Maia me procurou no gabinete de Fábio (Fábio Faria, deputado federal), querendo já comunicar no jantar que ele iria me apoiar para governador. Eu disse: “Vamos ter calma, pensar um pouco mais, ouvir nossas bases”. Fui eu quem pediu calma a João Maia. E naquele momento (após os dois meses com os gêmeos internados no hospital), eu fui a ele (João Maia) e perguntei se estava de pé (a candidatura). Ele confirmou que estava de pé, mas vazou e o governo passou a procurar João Maia com uma série de cafés da manhã, almoços e jantares em Brasília. E João Maia refluiu de topar uma parada de via independente. Veja que João Maia era quem mais me incentivava a romper com o governo. Eu segurava João Maia. Ele (João Maia) dizia que não queria ficar no governo, que esse era um governo desgastado, que não tinha nenhuma simpatia pelo projeto do candidato apoiado por Wilma. Eu dizia para termos calma, porque poderia mudar. E isso (de João Maia começar a aproximação de Iberê Ferreira) me causou estranheza. João Maia, que nunca simpatizou com a dobradinha Wilma e Iberê, de repente se entendeu com eles. Não quero julgar as razões que o levaram a tomar essa decisão, mas me causou estranheza. Não posso ser líder para pensar só em mim. Não foi medo, não foi receio, não foi insegurança que me impediram de continuar candidato. Só que tenho que ter responsabilidade, tenho um grupo de deputados que precisam renovar o mandato. E outros (candidatos) que sonham em se eleger deputado ao meu lado. Em um voo solitário (para o governo), eu poderia prejudicar esses deputados. E aí pensei no coletivo. Não sou candidato de mim, sou candidato de um grupo, que tinha comigo um projeto político. Na parte do capital político, comprovei leveza, liderei a pesquisa o tempo inteiro entre os quatro nomes da base do governo. Mas, infelizmente, não consegui agregar apoio. Micarla não topou me apoiar, o PMDB não topou me apoiar e João Maia por último não aceitou. O que me restou foi reavaliar qual seria a melhor opção para mim.

Sua candidatura hoje a vice-governador de Rosalba Ciarlini é irreversível?
É irreversível. Minha candidatura a vice de Rosalba é irreversível. Digo isso com tranquilidade, porque não lutei para ser vice-governador. Trabalhei para ser governador, mas o destino não quis que eu fosse candidato a governador. Fui subestimado, desacreditado no meu sistema, minha lealdade não foi colocada na mesa da governadora. Wilma não foi uma líder. Líder é quem tem posição de isenção e não escolhe candidato por conveniência privada. Faltou ela ser uma magistrada. Ela perdeu a essência de líder quando foi pequena ao colocar um candidato debaixo do braço e mostrar sua força contra três colaboradores que foram fundamentais para ela ser governadora do Estado. Vou ser vice porque fui expulso (da base da governadora). Poderia barganhar mil coisas, não estou fazendo isso. Estou tomando uma decisão por convicção, não é por vingança, é por convicção. Eu sou um político que tem percepção e tradição de ouvir o sentimento das pessoas. O sentimento do meu povo, que me deu seis mandatos, todo é favorável a eu ter entendimento com a senadora Rosalba Ciarlini.

O senhor já fechou a chapa para o Senado?
Não sou cobra de duas cabeças. Sou contra esse tipo de comportamento. Se estou no palanque, estou na plenitude. Votarei e recomendarei votar na chapa fechada: Rosalba, Robinson, Garibaldi e José Agripino. Sou contra a dubiedade. Se o governo não me quis e eu fui valorizado por esse grupo que entendeu que meu apoio é fundamental, estarei apoiando a chapa total. Lógico que não sou dono de ninguém. Não sou dono das pessoas, mas minha recomendação é votar na chapa que eu faço parte. O Rio Grande do Norte tem que sepultar o político cobra de duas cabeças.

‘Houve orquestração maquiavélica’

O que o levou a escolher ser vice de Rosalba ao invés de de Iberê Ferreira, cargo que também foi oferecido?
Eu me sinto hoje uma pessoa com a consciência 100% tranquila. Não me sinto devedor deste governo. Vão querer passar para opinião pública que eu devo obediência, satisfação ou gratidão ao governo atual. O meu pensamento, com sinceridade, é que sou credor do atual governo. Em 2006, quando Garibaldi Filho estava 39 pontos na frente de Wilma, fui convidado para ser vice de Garibaldi. Foram seis convites, um em cima do outro, para eu aceitar ser vice de Garibaldi. Com todos esses convites, era proposta tentadora. Eu tinha um grupo de 30 prefeitos, cinco ou seis deputados estaduais. Fiz um trabalho de convencimento com eles para ficar com Wilma. Fiquei com ela por questão de coerência, para não manchar minha biografia. Fui leal, mantive minha coerência. Quando fui comunicar que iria ficar com ela (Wilma de Faria), estava na sala, eu, ela e Vagner Araújo. Ela ficou muito emocionada. Wilma estava sendo ameaçada por um comboio de adesões a Garibaldi. Estava quase uma sangria desatada contra a candidatura de Wilma. Ela precisava de um fato forte para retomar a candidatura e esse fato era minha adesão. Não cobrei, mas naquele momento ela disse que com o meu gesto eu me credenciava para ser candidato a governador. A partir daí sonhei e acreditei. Mesmo depois da vitória, ela me incentivou, me orientou. Os wilmistas passaram a me enxergar como sucessor dela. Em 2006, a diferença de Wilma para Garibaldi foi de 74 mil votos. Os deputados do PMN juntos tiveram 250 mil votos. Contra números não há argumentos. O nome de Iberê Ferreira foi uma sugestão minha para ser o vice dela. Ela (Wilma de Faria) não queria Iberê. Lembro-me que quando sugeri Iberê ela resistiu. Iberê estava desmotivado para ser candidato a deputado federal, portanto, não foi demonstração de heroísmo ele aceitar o convite de Wilma. Ele aceitou porque não queria mais ser deputado federal, admitia até ser candidato a deputado estadual.

Wilma de Faria quebrou compromisso?
Quebrou. Com Rogério Marinho (que tentou ser candidato a prefeito de Natal pelo PSB), ela teve uma saída (para justificar que ele não seria candidato), porque Rogério não viabilizou o nome, nunca passou de 8%. Comigo foi diferente, mesmo o governo trabalhando para um único candidato, o tempo inteiro liderei as pesquisas. Não tem mais a desculpa de que eu era pesado, de que era um fardo ou não havia viabilizado. Comprovei, demonstrei leveza. Em uma pesquisa da Vox Populi, o único nome com chance de enfrentar Rosalba era o meu. Ela quebrou compromisso quando tinha um candidato que foi crucial na sua vitória, leal em todos os momentos do governo e, por conveniência, ela optou por seu vice-governador. O mais grave de tudo isso foi o comportamento, a imprensa é testemunha. Todos os sinais do governo foram para fortalecer o candidato Iberê. Foram tentando me esvair para que eu me tornasse candidato fraco e aceitasse de forma submissa apoiar Iberê Ferreira. Foi montada uma trama, ela (Wilma de Faria) colaborou com essa trama, que saiu do laboratório do vice-governador. O que Iberê tentou fazer o tempo todo foi me expulsar. Em alguns momentos pensei em largar o governo mais cedo e Wilma ponderava comigo. Em crise minha com Wilma, Iberê sempre colocava mais fogo, instigava mais ainda. Outro dia ele disse que havia votado no meu filho. Fábio teve 200 mil votos, mas o apoio dele a Fábio arredondou 19 mil votos. Iberê esquece que ele hoje é vice-governador porque eu não fui ser vice de Garibaldi. Foi o PMN que deu vitória a Wilma. Iberê tem que agradecer a mim.

O senhor se sente traído pela governadora?
Não gosto de citar a palavra traição, ela é muito forte. Eu me sinto injustiçado. Acho que houve um gesto muito forte de ingratidão. Houve traição? Deixo que a opinião pública faça o julgamento.

Rompido com a governadora. E os espaços que o senhor indicou na administração?
Esses espaços são dela. Esses cargos são dela a vida toda. Na hora em que eu não quis indicar o novo diretor do DER ficou claro para ela e para opinião pública que eu não queria mais participar do governo dela. Para demitir Jáder Torres ela não combinou comigo. Ele foi demitido por uma mensagem de telefone. Se ela não combinou para demitir Jáder também não precisa combinar para demitir os demais. Se não demitiu talvez seja por alguma conveniência dela, não minha. Não pedi que ela mantivesse ninguém.

O senhor espera que essas pessoas entreguem os cargos?
Eu disse ao presidente da Caern (Walter Gazzi) que ele ficasse à vontade. Ele me disse que Wilma estava satisfeita com o trabalho, que era técnico e não político. Os cargos que ela têm são todos dela. Agora, é importante dizer que os cargos que eu tinha no governo são compatíveis com o que eu fiz pela sua vitória (de Wilma de Faria). Têm gente que está com cargo no governo, mas não votou em Wilma. Isso poderia ser colocado em questão. Hoje tem gente com espaço no governo maior do que meu grupo. Por que tanta cobrança dos cargos de Robinson? Eu estava na coalizão porque ajudei ela a se eleger. Na segunda-feira à noite, para entrar no segundo turno, encontrei três pessoas com ela, além de mim para começar a campanha. Eu, Fábio Faria, Rogério Marinho e Márcia Maia. Ela estava totalmente só no segundo turno. Outros nomes só chegaram para apoiar Wilma quando as pesquisas deram indicação para vitória.

Desses quatro nomes que o senhor citou que estavam na casa da governadora no início do segundo turno, só permanece com a governadora a filha dela, deputada Márcia.
Exatamente. É até estranho, mas é verdade. Acho que faltou isenção da governadora. Ela tem cultura de mulher de coragem, que gosta do enfrentamento, vem dando certo. Mas acho que se aproveitaram da cultura dela e ela foi muito envenenada para enfrentar Robinson Faria. Houve orquestração maquiavélica que desgastaram a minha relação com ela.

Sendo candidato a vice pela chapa de oposição, o senhor terá dificuldade para assumir um discurso crítico ao governo que apoiou durante sete anos?
Esse governo eu só fiz ajudar. Eu ajudei a aprovar na Assembleia quatro ou cinco Coserns. Garibaldi foi tão criticado por venda de uma Cosern e com minha articulação como presidente da Casa eu aprovei, de crédito para governadora Wilma de Faria, mais de R$ 2 bilhões. Só nos últimos meses foram mais de R$ 500 milhões.

No PP que o senhor lidera, o presidente estadual (Pedro Augusto Lisboa) declarou apoiar Iberê?
O PP praticamente não mudou nada. A posição isolada é de Pepeu (Pedro Lisboa). O vice-prefeito de Natal, Paulinho Freire, e o presidente da Femurn, Benes Leocádio, são do PP e apoiam nosso projeto. Até fico triste com essa posição de Pepeu porque é um amigo, quase irmão. Espero que ele faça uma reflexão e escute o sentimento do povo de Passa e Fica. Tenho esperança de que Pepeu irá rever esse posicionamento.

No final desse governo e no governo de Iberê as dificuldades poderão ser maiores na Assembleia?
Nunca partidarizei a presidência da Assembleia e não farei isso agora por revanchismo. Se for projeto importante para o Estado, serei o primeiro a ajudar a aprovar. Vou terminar o meu mandato com dignidade e não usar o meu cargo para ter benefício político eleitoral.