terça-feira, 11 de maio de 2010

Deputado Fábio Faria participa de audiência sobre o crack em comissão do Senado

Robson Pires

Ações de combate ao uso do crack no Brasil voltaram a ser tema de debate no Congresso Nacional nesta terça-feira (11). Foi durante audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), presidida pela senadora Rosalba Ciarlini, e pela Subcomissão Permanente de Promoção, Acompanhamento e Defesa da Saúde, no Senado Federal. O deputado federal Fábio Faria (PMN) foi convidado a participar da reunião como presidente da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack.

“O Congresso tem demonstrado que não ficará silente diante deste grave problema que acomete todos os estados brasileiros. A Frente tem o compromisso de desenvolver e apoiar projetos que apontem para o enfrentamento do que muitos de nós já consideramos ser uma epidemia nacional”, afirmou Fábio Faria ao lembrar que a educação é fundamental para a prevenção do avanço do consumo da droga.

Fábio Faria disse estar convencido de que os usuários de crack têm saída, desde que haja investimento federal em ações bem direcionadas, com foco no tratamento e na prevenção. “Um trabalho que pode ser demorado, dispendioso, que leva tempo, mas é possível. E enquanto for possível, precisamos estar atentos, dedicados a levantar essa bandeira junto ao governo federal, aos estados, aos municípios e envolvendo toda a sociedade nesse movimento que não é partidário, não é de poderes, mas de todos nós”, completou.

NÚMEROS

De acordo com estudo apresentado na audiência pública que marcou o lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, na semana passada, estima-se que 0,7% da população brasileira seja usuária de crack, o que daria, hoje, cerca de 1,3 milhão. Muitos começam a usar a droga a partir dos 13 anos ou menos.

O psiquiatra Ronaldo Laranjeiras, professor da Universidade de São Paulo e representante da Associação Nacional de Psiquiatria, revelou na reunião do Senado os resultados de um acompanhamento a um grupo de 131 usuários, desde 1994. Em dois anos, 10% deles haviam morrido. Esse percentual subiu para 17,6% em cinco anos e, em 12 anos, mais de 20% perderam a vida. A maioria, por morte violenta.

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